#14 – (In)Visível

Neste episódio falamos sobre a importância de ser-se visível, mas também sobre o facto de que nem todas as pessoas podem ser visíveis ou sair do armário.

Recebemos ainda mais uma das novas pessoas co-apresentadoras, que já esteve num episódio anterior, ao mesmo tempo que fazemos uma recapitulação rápida dos acontecimentos de 2025, falando ainda sobre Bifobia, Transfobia, preconceitos, mas também da futura exposição “Dar Visibilidade à Invisi.Bi.lidade II” e da segunda edição do Bi Fest.

Participem também nos comentários. 🦄

Venham Bialogar connosco! 💗💜💙

Publicação: 09/01/2026 | Duração: 26min 53s | Produção: 10h | Legendas: no YouTube
Avisos: Contém menções de bifobia, transfobia, homofobia, invalidação, invisibilidade, discriminação, preconceito, “saída do armário”, bullying, violência e insegurança . Contém breves menções de saúde mental (ansiedade), discriminação, nudez, violência transfóbica, apagamento Trans, apagamento Bissexual e morte.

Não houve pessoas convidadas neste episódio.

Personalidades

  • Diego Jesus: Homem Trans, Bissexual e Personal Trainer Português.
  • Roberta Miranda: cantora e compositora Bissexual Brasileira.
  • Alice Carvalho: atriz, dramaturga e escritora Bissexual Brasileira.
  • Clara Não: Ilustradora, ativista e autora Bissexual Portuguesa.
  • Judith Teixeira: Foi uma escritora e poeta Bissexual Portuguesa.

Eventos e Datas

  • Bi Fest (2025): 1 a 30 de Setembro de 2025, 1.ª agenda de eventos da Visibilidade Bissexual em Portugal
  • Bi Fest (2026): 1 a 30 de Setembro de 2026, 2.ª edição da agenda de de eventos da Visibilidade Bissexual em Portugal
  • QueerNatal Lisboa: 29/Novembro a 1/Dezembro de 2025

Associações, Coletivos e Grupos de Apoio

(em edição)

[Diego] Alô, alô! Sejam bem-vindes ao 14.º episódio do Bialogar. Eu sou o Diego.

[Alexandre]
Eu sou o Alexandre.
Isto ’tá-se a tornar um hábito, temos mais uma pessoa co-apresentadora num novo episódio.
Neste caso, o Diego, homem Trans Bissexual, que já esteve connosco no episódio 8.
E, portanto, é a primeira pessoa que está em dois episódios do podcast, sem ser eu e a Sofia.
É a primeira vez que alguém passa de convidado a co-apresentador.

[risada]

[Alexandre]
E também é a primeira vez que o podcast está a ser apresentado por dois homens.
Portanto, não sei o que esperar deste episódio, Diego.
Tens mais alguma coisa que queiras acrescentar sobre a tua apresentação,
para as pessoas te conhecerem melhor?

[Diego]
Que sou bonito, sou bastante engraçado,…

[risadas]


[Diego]
…’tou solteiro, sou um bom rapaz e ’tá feito.

[Alexandre]
E ’tás na universidade.

[Diego]
‘Tou na universidade, que é mais uma nova etapa da vida, né?
Tentarmos ser melhores.

[Alexandre]
Ya. E que falaste há bocado, que estavas a rever alguns medos que falaste no teu episódio 8.
Estavas, de certa forma, a passar por eles novamente na faculdade.
Como é que isso te afeta?

[Diego]
Inicialmente foi complicado,
não vou mentir. Ainda por cima eu ‘tava num sítio que eu não conhecia nada nem ninguém.
‘Tava a sentir-me completamente sozinho.
A primeira aula que eu fiz, eu ‘tava a pensar:
“Fogo, será que as pessoas vão reparar que eu sou Trans, que não sou Trans?”.
Então, ‘tava com receio por causa disso.
E eu fui, à confiança, pra tomar banho lá na faculdade,
a pensar que ia haver cabines separadas, como existe no ginásio.
Pra minha surpresa, quando eu cheguei lá, aquilo parecia um ginásio dos anos 80.
Tava, tipo, um pequeno chuveiro em cima e toda a gente via toda a gente.
E eu nunca tomei banho tão rápido na minha vida.
Porque eu já ‘tava pronto, né? Já ‘tava com a toalha à volta da cintura com…
Tinha uns boxers por baixo.
E eu não ia dizer:
“Ah, não, olha, afinal não vou tomar banho!
Vou tomar banho em casa….”.
Simplesmente…

[Alexandre]
Ya.

[Diego]
…assumi e tomei o banho mais rápido da minha vida.
Tentei meter-me num cantinho que havia lá.
Tomei banho muito rápido, porque
‘tava um colega meu também a tomar banho comigo.
E eu não ‘tava a conseguir ligar a água quente.
Eu assim “olha, como é que conseguiste ligar a água quente?”.
E ele veio ter comigo.
E eu [a pensar]: “ai, e agora?”.
Mas, por sorte, ele não viu nada, porque eu ‘tava assim meio de costas.
Pronto, mas senti uma ansiedade tremenda nesse momento.

[Alexandre]
É um momento de exposição brutal.
Portanto, acaba também por ser um bocado:
sentes que tens que esconder partes de ti na faculdade?
Nomeadamente, o facto de seres um homem Trans;
a tua sexualidade também:
O facto de seres Bissexual.
Sentes que tens que esconder essas coisas na faculdade?

[Diego]
Inicialmente escondia mais a parte da Bissexualidade,
agora não. Agora já meto com um colega meu
com essa parte da Bissexualidade.
E meto-me com ele.
Tipo: “ah, fogo és [hétero]… Se não fosses, coise…”.
Mas a parte,
de ser Trans ainda escondo, sim.
Ainda tenho receio.
Eu acho que ninguém sabe que eu sou.
E, de certa forma,
ainda bem pela parte da segurança
e até nos balneários.
Nos balneários também, os miúdos
de 18 anos que lá estão,
evito que saibam.

[Alexandre]
Sim, também é uma cena, tipo,
bué grande de diferença de idades de ti
para as pessoas que lá estão.
Em questão também de maturidade e…

[Diego]
Sim, exatamente.
Ainda por cima eles estão aos grupos.
E se vêem alguém diferente de ti,
’tás a ver,
é muito aquela parte de começar a olhar.
Depois, se do olhar começa com bocas
e das bocas começam a ir mais além…

[Alexandre]
Sim!

[Diego]
…a escalar.

[Alexandre]
Escalar. Ya, ya.

[Diego]
Exato. Então eu quero evitar,
para me manter seguro na faculdade.
Para evitar…

[Alexandre]
Sim.
Isto é algo que já falámos
noutros episódios.
É às vezes a necessidade…
E falámos também muito no teu,
por acaso,
da necessidade de, às vezes,
as pessoas esconderem
quem são,
por uma questão de nos protegermos.
Obviamente que é muito bom
estarmos fora do armário.
Aliás, isto vai parar aqui
aos temas que tínhamos para falar,
que íamos tocar um bocado
nas cenas que aconteceram
ao longo do ano passado,
refletindo-se na Bissexualidade
especialmente,
mas também na comunidade.
E da pesquisa que fizemos
e que tivemos a ver, agora
nesta hora e tal
antes de começarmos
a gravar o podcast,
foi precisamente:
fala-se muito de bifobia,
fala-se muito de pessoas
a falarem na experiência de sair do armário,
da importância de serem visíveis,
mas também encontrámos
muita coisa sobre
pessoas a falarem
o porquê de esconderem
a sua Bissexualidade,
o porquê de esconderem
que são Trans,
muitas das vezes
com medo de impactos
na sua carreira,
na sua vida profissional,
nos estudos,
situações da família.
Eu vou até aqui citar
de Roberta Miranda,
uma cantora brasileira,
que diz:
A mãe preferia
vê-la morta,
do que que ela assumisse
a sua Bissexualidade,
por exemplo.

[Diego]
E isso não faz sentido nenhum.
Porque onde é que
a sexualidade duma pessoa
ou o género duma pessoa
faz com que a pessoa
seja mais ou menos capaz
de fazer certa profissão?
Tipo, não faz qualquer tipo
de sentido.
Ou estudos, ou whatever. [= o que seja]

[Alexandre]
Ya! É muito…
Lá está, como falávamos,
também há bocado,
é muito aquela cena
de sair da norma.
E o facto das pessoas
para não saberem lidar com isso,
fruto também das suas inseguranças. E…

[Diego]
Sem dúvida.

[Alexandre]
Mas, no fundo,
essas pessoas ‘tão
a agir da maneira que estão,
muitas das vezes
por ignorância
(e ignorância no sentido
de falta de conhecimento),
por insegurança,
mas quem acaba
por pagar com isso
somos nós,
que estamos num ambiente
em que não nos sentimos
tão segures
ou que é um ambiente novo,
como tu estavas a falar,
por exemplo, da faculdade.
E não sabemos
se havendo uma situação má,
se os sistemas
que deviam garantir
a nossa segurança
vão garantir essa segurança
ou não.

[Diego]
Sim, exatamente.
Por isso é que eu prefiro
‘tar low-key, [= sossegado]
não ‘tar a dar
nada a ninguém,
não dizer nada a ninguém.
Apesar das pessoas,
os meus colegas
começaram a ver
as minhas redes sociais
e descobriram o meu Instagram.
Mas acho que eles também
não vão ver
os episódios em que a gente que fala da Bissexualidade e assim.
Eu acho que eles não foram
até aí. De certa forma,
ainda bem, pra quê?
Pra me proteger, ’tás a ver?
Pra me proteger. Pra não começar a ouvir aquelas boquinhas de nada.

[Alexandre]
Sim, Sim, Sim. Não é no sentido
de “ainda bem” no sentido de que fosse alguma coisa
de mal eles verem.

[Diego]
Sim, exato.

[Alexandre]
Até porque se forem boas pessoas,
e se souberem olhar as coisas
pela forma como elas
devem ser olhadas,
não será um problema.
Mas tu não sabes
o que é que está ali,
o que é que isso pode
trazer daí.
Aliás, não necessariamente
relacionado com sexualidade
e com género,
eu, quando andava
na faculdade,
tive imensos colegas
estrangeiros
e colegas negros.
E lembro-me perfeitamente
da forma como eles
eram tratados
e avaliados
por determinados professores.
E a diferença para professores
que não eram racistas.
E, portanto,
a diferença de tratamento.
Tive uma vez
uma situação
de ter uma amiga minha,
que é negra,
e que estava a receber
uma nota bastante abaixo
do restante grupo,
num trabalho de grupo,
pelo simples facto
de ser negra.

[Diego]
Exato.
Isso não faz qualquer tipo de sentido?

[Alexandre]
Ya… E é tipo…
Até que ponto é que
isso também não acontece?
Porque sabemos que também
acontece quando
há um professor homofóbico
ou transfóbico
e, de repente,
sabe-se a sexualidade
da pessoa
ou isso,
além de bocas
e disso tudo,
é: o que é que isso
também pode trazer
numa certa repercussão
naquilo que são
as tuas avaliações,…

[Diego]
Claro.

[Alexandre]
…enquanto estudante
e também enquanto profissional,
em termos de trabalho.
Nem toda a gente
tem a possibilidade
de trabalhar
em empresas
que são abertas.
E acho que,
cada vez mais,
estamos a assistir
a um retrocesso
naquilo que era
as políticas
de inclusão
e diversidade,
que permitia
às pessoas,
não só LGBT,
mas pessoas negras,
pessoas racializadas,
sentirem-se
seguras
e estarem
em empresas
que não discriminavam.
Sinto que cada vez mais
estamos a voltar a isso.
Aliás, outro tema
que nós encontrámos
é precisamente:
no início do ano passado
a Casa Branca
remove referências LGBT+
de sites do governo.
E em Fevereiro
tivemos a remoção
das pessoas Trans
e Queer
do Memorial de Stonewall.
Antigamente,
o site do Memorial de Stonewall
dizia,
e vou ler
em português:
“Antes dos anos 60,
praticamente tudo
em relação a viver-se
abertamente
enquanto Lésbica,
Gay, Bissexual,
Trans ou queer
era ilegal”.
E de repente
trocaram isto
para apenas
“Antes dos anos 60
praticamente tudo
sobre viver
autenticamente
como Lésbica,
Bissexual ou Gay
era ilegal”.
Portanto, literalmente
a querem ir apagar
as pessoas Trans.
E houve uma altura,
durante um breve período
de dias,
em que até a palavra
“Bissexual” foi removida
e estava só
“Lésbica e Gay”.

[Diego]
Não faz sentido eles
‘tarem a querer
colocar tudo
dentro das suas caixinhas
e a retirar pessoas,
porque cada um
é como é.
E não é
só porque eles retiram isso
dum site
que as pessoas deixam de ser
aquilo que são.

[Alexandre]
Sim, as pessoas não deixam de existir.
É um bocado
aqueles movimentos
que começam a crescer
de pessoas de:
“ai oh meu Deus,
já temos muitos direitos.
Tipo, agora vêm as pessoas
Trans estragar os meus direitos”…
E é tipo:
as pessoas Trans
não vêm estragar os teus direitos.
Isto é… Isto eu sinto que isto é uma conversa
que já tenho tipo
há tantos episódios aqui,
que é tipo…

[Diego]
Todos têm o direito
de ter os seus
os seus direitos garantidos.
Não somos mais ou menos
que ninguém.
A gente só quer
apenas os nossos direitos
e as nossas…
Ficarmos seguros

[Alexandre]
Sim, aliás
ninguém está a atacar ninguém.
Esta questão
quando falam das casas de banho,
eu acho que ninguém
se sente mais inseguro
numa casa de banho
do que uma pessoa Trans.

[Diego]
Tendo em conta que, é pah,
eu passei isso na pele,
não é?
Só consigo falar de mim,
e é verdade.
Eu sinto muito isso.
E não ‘tava à espera
de sentir
novamente
insegurança
num balneário,
como senti
há 4 anos atrás,
quando ‘tava
a iniciar a transição.

[Alexandre]
Sim, sim.
Não, mas
eu digo isto também
especialmente
porque as pessoas
falam muito de:
“ah pessoas Trans”,
aquela desculpa básica
que é tipo:
“ai um homem agora
vai meter uma peruca
e vai entrar na casa de banho
das mulheres”.
Primeiro:
um homem não precisa
duma peruca
pra entrar numa casa de banho
das mulheres,
se quiser entrar
para ir fazer mal a alguém
não é um sinal
à porta que o vai impedir.

[Diego]
Verdade! E não precisa da peruca…

[Alexandre]
E não precisa da peruca,
não precisa da peruca sequer.
Mas mesmo que ponha uma peruca,
ele vai sentir-se
muito mais seguro
do que qualquer mulher Trans
a entrar ali,
porque uma mulher Trans
vai ali para ir à casa de banho
e está com medo
de ser agredida.
Um homem que quer entrar ali
para fazer mal a alguém
não tem problema nenhum,
até porque sabe
que vai ser muito melhor tratado
do que uma mulher Trans
que entre ali.

[Diego]
Sim, é verdade.

[Alexandre]
Eu conheço zero casos
de mulheres Trans
que entraram em balneários
para fazer mal a alguém.
E, se entrar
para fazer mal a alguém,
deve ser punida
como qualquer outra pessoa.
E o problema
é ser uma má pessoa,
não é ser uma mulher Trans.

[Diego]
Sim, exatamente,
mas onde é que eles iam pegar,
especialmente se fosse
para um jornal,
iam pegar:
“Ah, a mulher Trans foi para um balneário
só para agredir”.
Não, não ’tá aí…

[Alexandre]
Sim, sim, sim.

[Diego]
É má pessoa na mesma?

[Alexandre]
Claro!

[Diego]
Sim, mas não é
porque é Trans
ou não.

[Alexandre]
Sim.

[Diego]
Mas…

[Alexandre]
Mas é sempre essa a questão.
Nunca ninguém é capaz
de pensar no problema,
porque é tipo
“ah, as pessoas Trans
deviam de ir…”,
depois é sempre aquela coisa
“deviam de ir para o balneário
do sexo que lhes foi
assignado à nascença”,
mas quando isso acontece
as pessoas Trans
continuam a sofrer violência.

[Diego]
Sim, é verdade.

[Alexandre]
E continuam-lhes a dizer
que aquele não é
o balneário delas.
Então o que é que vamos fazer?

[Alexandre]
É verdade!
Então, olha lá:
se eu agora entrasse
no balneário das mulheres?

[Alexandre]
Sim

[Diego]
Começavam ali a berrar
“oh, meu deus, tu não não és daqui,
o teu balneário é o outro”.
Se eu fosse para o outro balneário:
“pá, mas o que é que estás aqui a fazer?
o teu balneário é o outro”.
E a gente fica tipo:
então, the fuck, [= que raio]
quem é que és tu para decidir
qual balneário é que eu tenho que ir?

[Alexandre]
Mas é esse mesmo o problema,
que era uma das coisas
que eu já falava várias vezes,
que é tipo:
quando se fala em pessoas Trans
isto é um ataque claro
às mulheres Trans,
porque é só disso que se fala.
Nunca ninguém pensa
que, ok, se vamos obrigar
as mulheres Trans
a ir para o balneário dos homens,
então vamos indiretamente,
porque a medida que quando é feita
é feita para toda a gente,
como aconteceu no Reino Unido,
vamos ‘tar a obrigar
os homens Trans
a irem para o balneário das mulheres.
Então isso não é um perigo
muito maior,
de que um homem cis
possa entrar no balneário das mulheres
e dizer que é um homem Trans,
para cometer a violência?

[Diego]
Exato, aproveita-se da situação.
Exatamente.

[Alexandre]
Não é muito mais provável?!
Aqui nem sequer têm que pôr
uma peruca nem nada.

[Diego]
Já ’tá tudo ali
a favor deles,
vão fazer o quê?

[Alexandre]
É que se vamos abrir
caixas de Pandora,
podemos abrir mil e uma
caixas de Pandora.
É tipo… É…
Qual é o argumento
depois agora
nesta situação?
Depois ninguém,
quando este argumento surge,
as pessoas nem sabem,
porque foi aquilo
que até falámos no teu episódio,
as pessoas não sabem
sobre aquilo que estão a legislar.

[Diego]
Verdade

[Alexandre]
Que era basicamente
no Reino Unido
a confrontarem um
homem,
e o senhor estava a confundir
os termos todos
na cabeça dele.
A pessoa estava-lhe a perguntar
basicamente como é que seria
agora homens Trans
irem ao balneário das mulheres,
e ele disse:
“não, não, não
não vai haver homens
no balneário das mulheres”.
E ela estava-lhe a dizer:
“não, mas um homem Trans
tem uma vagina,
normalmente
se não fez faloplastia,
então pela vossa lei
tem que ir ao balneário feminino”.
E o gajo
“não, não vai haver homens
no balneário feminino”.

[risadas]

[Diego]
Ya. Ele não… Opá é um bocado… É um Zezinha que ’tá…
Ele precisava de estudar
melhor as situações
antes de falar,
para não haver
este tipo de gafes, mas pra perceber…
Eu acho que isso se aplica
a todos os políticos agora.
Porque a história
é exatamente a mesma
quando tentam pintar
as pessoas LGBT
como uma minoria,
quando tentam falar
da sexualidade
não normativa,
portanto
homossexualidades,
bissexualidades,
como algo novo,
que não é.
Está cientificamente
provado
que a Bissexualidade,
na espécie humana,
representa
da população.
E quando tu pensas
na antiguidade,
quando se gosta de falar
em história
de Esparta e tal,
os guerreiros mais
másculos que faziam imensas orgias homoeróticas
entre eles. E festa
de luta de espadas…

[risadas]


[Diego]
Literalmente…

[Alexandre]
no backstage.

[risos]

[Alexandre]
Havia tudo isso e é interessante,
porque depois a história gosta de tentar apagar as coisas, não é?
Tipo, não eram só amigos. Eram grandes amigos.

[Diego]
Já quando eram aquelas
fotografias durante a guerra:
“Ah, eles. O Zé Manel
e o Zé da outra,
Oh, são melhores amigos”.

[Alexandre]
Ya.

[Diego]
Ali quase a mamarem-se na boca um do outro.

[Alexandre]
Não, há mesmo um qualquer que é um beijo
tipo no pós, já não sei se é primeira guerra
ou se é segunda guerra, que é dois gajos a beijarem-se.
E é tipo: “dão um beijo de vitória”.
E eu tipo assim… hum… imagina….

[Diego]
Vai gerar algo vitorioso a seguir, mas não vai ser um beijo.

[risada]

[Alexandre]
Epá, eu não sei. Eu acho que é tipo, se eu tivesse
tipo com o meu melhor amigo e vencessemos
uma guerra qualquer. Eu acho que não lhe dava um beijo na boca.
Tipo, não é por nada. Eu gosto muito de vários
dos meus melhores amigos, mas é tipo,
eu acho que não. Eu dava-lhe um abraço, um grande
abraço, sim, mas um beijo na boca, acho que não.

[Diego]
Ya, é tipo: “olha, ‘tamos vivos, sobrevivemos.
Está tudo bem, tu estás bem”.

[Alexandre]
Choca aí, grande abraço, não sei o quê.

[Diego]
Não é tipo [som de beijo]

[Diego]
“dá cá um ganda beijo!”

[Alexandre]
“Anda cá, vamos mamar-nos aqui à frente desta câmara.”

[risos]

[Alexandre]
Tipo…

[Diego]
Mas querem sempre dar a volta.
Então é isso que eles querem apagar e esconder.

[Alexandre]
É apagar a existência
das pessoas Queer.
E no fundo tentar
passar a ideia de que isto é uma cena bué recente.
Mas sempre, sempre
existimos. Aliás, cada vez
mais se encontram registros antigos
que demonstram a existência
quer de pessoas LGBT, que sempre existiram.
Aliás, existe no resto da natureza. Portanto, porque
é que nos outros animais todos existe
Bissexualidade que ronda os
estaríamos reduzidos a muito pouco?
Não, é impossível. Não faz qualquer sentido.
Éramos os únicos especiais.

[Diego]
Exato, até porque viemos todos do mesmo.

[Alexandre]
E somos a única espécie em que existe homofobia.
Por isso, de acordo com a ciência, a homofobia
efetivamente é que não é natural.
E, portanto, nós não vamos deixar de existir.
Só porque há pessoas que
querem apagar referências a pessoas LGBT+,
só porque há pessoas que querem apagar
as pessoas LGBT+, da história.
Nós sempre existimos.
Vamos continuar a existir sempre.
E é perfeitamente normal
e natural ser-se Bissexual,
ser-se Trans, ser-se Gay,
ser-se Lésbica, ser-se Assexual,
entre outras identidades
da comunidade LGBT+.
O ódio, a perseguição,
a estigmatização
é que são coisas que definitivamente não são
naturais. E a única coisa que
fazem é
magoar as pessoas, fragilizar as pessoas
e forçar,
como aconteceu durante anos,
as pessoas a viver uma vida
que não é a sua.
E uma pessoa só vai ser verdadeiramente feliz,
realizada e ter
efetivamente uma boa vida
quando pode vivenciar-se
tal e qual como é
e viver a sua vida
sendo ela mesma.
Só vai poder fazer isso
quando se aceita
e isto, de certa forma, leva-nos
a um outro tema que nós também
vimos aqui nesta recapitulação.
do ano anterior, que é
a aceitação e liberdade
sexual. Pessoas a falarem
de o quão é importante
sair do armário para serem visíveis,
para se aceitarem a si próprias,
para garantirem a sua liberdade
sexual. E vou fazer aqui mais uma citação.
A atriz brasileira Alice Carvalho,
que é Bissexual,
disse: “Assumir
é um jeito de inspirar
outros a viverem sem medo”.
Pá e esta frase eu gostei, porque
sinto que faz tipo bué sentido.

[Diego]
A nossa coragem pode ser
o que falta nas outras pessoas.
Mas isso, eu acho que até
é em tudo. Pelo menos eu levo isso também um bocadinho mais
para a minha profissão.
Porque eu gosto de inspirar pessoas e agora meti-me no mundo
das corridas, que ajuda-me
bastante até para o meu estado mental.
E, no fundo,
eu também quero que as pessoas me vejam
como algo a seguir, um exemplo a seguir.
Que olhem para mim e tipo: “ok, se o Diego
consegue, eu também consigo”. Pelo menos é essa mensagem
que eu tento passar na minha conta,
quer seja a ganhar massa muscular, quer seja a
começar a fazer corridas também.
Qualquer coisa que tenham medo de fazer,
pelo menos avancem e pode ser que traga
paz de espírito.

[Alexandre]
Sim, sim, uma inspiração.
Lá está. Eu acho que isso é bué importante,
porque acho que também é um bocado aquilo que tentamos fazer aqui com o podcast.
É criar também uma forma
de inspirar as pessoas. E é sempre
bom também, quando recebemos mensagens
de pessoas, como já aconteceu várias vezes, seja
no Bi Fest, seja agora no
QueerNatal, de pessoas que agradecem,
mensagens quando celebrámos um ano, quando atingimos
as 20 mil visualizações, tipo as pessoas
dizerem tipo “obrigado,
‘tão a fazer um trabalho bué da bom”, tipo “isto foi bué bom
para mim”. Lá está. É muito
bom sentir que, de certa forma,
inspirámos estas pessoas
e que o nosso trabalho
as fez sentir-se
acolhidas, visíveis
e também inspiradas
a descobrir-se e a
vivenciarem-se também tal e qual como são.
Eu conheço imensas pessoas que
já depois de ouvirem o podcast assumiram a sua
Bissexualidade, o que eu acho ótimo.
E lá está. É tipo,
obviamente estamos a falar um pouco de cenas diferentes, apesar de que é sempre
bom inspirar-nos, mas é tipo, ninguém tem que
fazer o seu coming out [= saída do armário] se não quiser, ninguém tem que ser
visível se não quiser e se não se sentir confortável para isso,
nem toda a gente se sente confortável para isso.

[Diego]
Sim, exatamente, porque nem todos nós temos
uma casa que nos aceita, por exemplo.

[Alexandre]
Sim.

[Diego]
Se vemos mais ou menos
os nossos pais, como é que eles são, como é que não são,
se começarem a fazer comentários racistas,
homofóbicos e assim, obviamente que a pessoa não se vai sentir
com capacidade de dizer, olha…

[Alexandre]
Sim, sim, sim, sim.

[Diego]
E aí, obviamente, que a pessoa
não se vai sentir segura de falar sobre isso, porque, olha,
pode ser expulsa de casa, pode ser agredida…

[Alexandre]
Pode ser maltratada, pode ser morta.

[Diego]
Ya, exatamente. Ou seja, até que ponto?

[Alexandre]
Ya, cada pessoa tem que fazer aquilo que também
se sente segura. Lá está, para mim,
eu acho importante ser visível, mas é porque eu estou também
num ponto de privilégio em que
eu posso ser visível
e não ter de todo represálias,
mas há pessoas que não podem ser visíveis no seu local
de trabalho, porque se forem,
podem ter a cabeça a prémio…

[Diego]
Sim.

[Alexandre]
…e perder o emprego
e não se pode dar esse luxo.
Há pessoas que, por exemplo,
que eu sei que dentro da sua família,
ou dentro da sua casa, algumas pessoas sabem
e outras não, mas que depois
algumas, até dentro da sua casa está tudo bem,
mas depois, no meio em que vivem, ninguém pode saber
e só quando saem desse meio
e vão para o trabalho, ou pra a faculdade,
ou para o seu grupo de amigos, ou para os seus grupos
de apoio, é que podem ser elas próprias.

[Diego]
Há vários fatores
envolventes aqui que faz com que a pessoa faça o coming
out [=saída do armário] ou não. Se fizerem,
fico contente e dou-vos muita força.
Se não fizerem também, ’tá tudo bem.
Não são menos vocês, só porque não dizem.

[Alexandre]
Ya, lá está. É importante sermos visíveis,
porque podem inspirar outros, mas também
quem não o consegue ser, também está tudo bem.
E acho que é importante haver este balanço,
até porque já houve alturas em que eu não me sentia bem
em ser visível. Tu também, se calhar?

[Diego]
Sim, sim, sim, bastante. Voltei a sentir
agora aqui na faculdade, porque no meu trabalho
já estava totalmente ok, porque
há pessoas que sabem, há pessoas que não sabem, lá no
meu ginásio. E quem sabe
’tá tudo bem, de certa forma ainda bem.
Ainda na semana passada, um rapaz veio aqui comigo
e disse assim: “Diego, olha, descobri o teu Facebook”.

[risadas]

[Diego]
Que já não vou ao Facebook
há muito tempo. E ele assim: “olha,
tu mudaste de sexo, não mudaste?”
E eu pensei assim “eu minto
ou não minto, tendo em conta que ele já viu
o meu Facebook?” E eu disse: “Pá, sim, sou Trans”.
E ele: “É pá, olha, desde que estejas bem”, não sei o quê.
Pá, foi uma mensagem positiva, mas
eu já ‘tava à espera da negativa, assim: “como é que eu me vou
proteger deste gajo?”

[Alexandre]
Eu acho que é aquele primeiro pensamento. É tipo,
tu ’tás numa situação em que uma pessoa pensa sempre,
o primeiro pensamento, é tipo “oh meu Deus, o que é que vai
sair daqui?”

[Diego]
É o mau…

[Alexandre]
Mas, ya.
Highlights [= Destaques] do ano. Falou-se muito
sobre bifobia. Muitas
pessoas a falar do porquê de esconderem a sua
Bisexualidade, já falámos. Muitas pessoas a receberem
ataques bifóbicos e a terem que se defender
e basicamente a dizer: “ya, é por
estas cenas que eu não queria assumir a minha Bissexualidade”.
Tivemos aqui um tópico
que eu achei interessante, foi no mês da
Bissexualidade, falou-se
de visibilidade Bissexual.,
inclusivemente com sugestões
de livros. Atenção, a maior parte das notícias
que nós temos aqui vêm do Brasil,
porque em Portugal a cobertura é quase
nenhuma e mesmo assim queixam-se tanto
cá em Portugal como no Brasil,
algumas notícias de falta de cobertura
da comunicação social
sobre a Bissexualidade.

[Diego]
Fala-se pouco sobre a Bissexualidade.

[Alexandre]
Ya!

[Diego]
Mas é assim, também se falasse mais
será que… Opá, a comunicação
social ia sempre buscar nas coisas más.

[Alexandre]
Ah, sim.

[Diego]
Ia sempre focar-se nas más.
Aquilo que nós vimos, aquele
cabeçalho que disse que o
homem era Bissexual…

[Alexandre]
Que se vai divorciar? E basicamente
estavam a culpar o divórcio na Bissexualidade.
Tipo “ah, sim.
Ele assumiu a Bissexualidade dele e vai-se
divorciar”. Ya, mas ele não se vai divorciar
por ser Bissexual. Ele vai-se divorciar, porque já não quer
‘tar com aquela pessoa.

[Diego]
Exato. As coisas já não ‘tavam
a resultar, qualquer coisa.

[Alexandre]
A causa do divórcio
é ele já não quer estar com aquela pessoa e quer estar com a outra.

[Diego]
Ya, exato! É legítimo.
Pá, o interesse
ou o amor vai e vem,
é uma coisa normal.

[Alexandre]
Mas sim, eu acho que as pessoas
muitas das vezes as notícias que irias ter eram
a pegar pelas coisas, tipo
no sentido de vilanizar as pessoas LGBT,
como já acontece sistematicamente.

[Diego]
Ya, exato.

[Alexandre]
Em Setembro o que também aconteceu
foi o Bi Fest. Tu estiveste presente
em várias atividades.
Estiveste naquela conversa em Setúbal.

[Diego]
Ah, pois foi. É verdade, fui lá.

[Alexandre]
Ya, foi fixe. Portanto, já falámos
muito sobre o Bi Fest no episódio de outubro, mas
basicamente vai haver uma nova edição
este ano de 2026,
em Setembro. À mesma de 1 a
levar cenas ao Norte. Espero que
desta vez apareçam mais pessoas nas atividades de exercício físico.

[Diego]
Espero conseguir ‘tar presente também,
tendo em conta que é em Setembro, não é? Depende quando começar…

[Alexandre]
Pois, início da faculdade e cenas.

[Diego]
Por norma deve começar para aí a 15.
Porém, se formos ao Norte,
eu quero ir lá para comer uma bela francesinha.

[Alexandre]
Sim, é bom.
Eu adoro francesinha. Com uma boa cervejinha
é soberbo.
Depois, outras coisas.
Em outubro tivemos, assim,
a primeira notícia de grande destaque portuguesa
que fala sobre a Bissexualidade,
que foi um artigo da Clara Não
sobre Bissexualidade,
que rebate mitos e estigmas
sobre Bissexualidade,
nomeadamente que as pessoas Bissexuais
não estão indecisas e não são necessariamente
mais promiscuas por serem Bissexuais.
E em que ela termina o artigo
a assumir a Bissexualidade dela.
E eu não faço a menor ideia se ela já tinha assumido ou não, antes.

[Diego]
Ei, eu também não sabia. Não fazia a mínima ideia.

[Alexandre]
Nunca tinha visto nada sobre a sexualidade dela.

[Diego]
Acho que ela também não posta muito.

[Alexandre]
Ya, achava que ela era Queer,
tinha essa impressão,
mas não fazia a menor ideia
que era Bissexual. Nem sei se já tinha havido algo antes.
Então, para mim foi, tipo, espetacular.
Eu assim “olha!”. Até mandei pra Sofia:
“Olha, mais uma pessoa para ir para a página da Wikipédia
das pessoas Bissexuais portuguesas.

[risos]

[Alexandre]
Por acaso, este ano,
não apareceu mais ninguém na página
das [pessoas] Bissexuais de Portugal,
o que é um bocado estranho, porque há pessoas Bissexuais
que não estão aqui, se pensarmos em
figuras públicas, neste caso, como
a Clara Não, ou se pensarmos
na poeta Judith Teixeira,
também não está aqui.
E falando em figuras públicas, aproveito
para trazer também uma novidade.
A exposição “Dar Visibilidade à Invisi.Bi.lidade II”
do Bi Fest, que
o ano passado acabámos por não conseguir
trazê-la a Lisboa,
vai agora estar em Lisboa.
Portanto, amanhã, dia 10,
às 5 da tarde [17h], vamos ter
no Centro LGBTI+, da ILGA,
em Lisboa, Rua dos Fanqueiros
n.º 40, a inauguração
da exposição do Bi Fest
de 2025. Vamos então
inaugurar. A exposição vai estar patente
até dia 7 de fevereiro e, portanto,
podem lá ver as 80 e tal fotografias
de pessoas Bissexuais,
arte e poesia
e textos
que vieram pela nossa open call [=chamada aberta].
E também um conjunto de textos
e poesia que nos foram fornecidos pelo coletivo
Bi Mosaic.
Vai ser giro. Vamos ter uma conversa sobre Bissexualidade.
E pronto, até dia 7
podem ver a exposição.
Depois, só em Setembro, quando
o Bi Fest regressar na sua segunda edição,
onde iremos ter a exposição
“Dar Visibilidade à Invisi.Bi.lidade III”.
Pretendemos que esta exposição
tenha muito mais conteúdo,
muito mais referências,
mas também muito mais participação de pessoas
e artistas Bissexuais.
E, claro, pretendemos também levá-la
a muito mais cidades pelo país.
E lá está. A importância desta exposição
acaba por se relacionar com aquilo
que já estávamos a falar aqui antes,
que era precisamente pessoas a queixarem-se
de falta de visibilidade,
pessoas a falarem de como a visibilidade é importante,
o combate à bifobia,
desmistificar mitos para não termos pessoas a dizer
que uma pessoa se vai separar doutra
porque descobriu que é Bissexual.

[Diego]
Ou que somos confusos também, não é?

[Alexandre]
Ou que somos confusos.

[Diego]
Isso ainda existe?!

[Alexandre]
Tínhamos aqui um caso, acho que era logo em Janeiro,
que era também no Brasil,
um casal em que ele é Bissexual
e estava a receber críticas
e que a própria mulher tipo se chegou à frente
para denunciar a bifobia de que o namorado
estava a sofrer e de que não sente qualquer problema
em ele ser Bissexual. É tipo?!
E acontece muito isso, por acaso,
em homens Bissexuais quando estão numa relação com mulheres,
que é aquela típica de
“ah, é Gay, mas não quero dizer”.

[Diego]
Ya, exatamente.

[Alexandre]
” ‘Tá a tentar esconder alguma coisa”.
E é precisamente,
para combatermos estes estereótipos,
estes estigmas,
estes preconceitos,
que precisamos de continuar a fazer este tipo de eventos
e que também é bom que as pessoas apareçam
e quando é em espaços seguros,
como o Centro LGBT, ainda melhor.
Lá está estes espaços seguros
que permitem às pessoas
serem visíveis e criarem também comunidade.
E por falar precisamente
também nessa comunidade,
agradecer este grande marco
que foi as 20 mil audições
do podcast.
E agradecer também ao Sintra Friendly,
que nos atribuiu nos seus prémios
de 2025, nos Prémios Sintra Friendly,
atribuiu-nos o Prémio Projeto do Ano,
que eu e a Sofia fomos
receber agora em Dezembro.
Muito obrigado mesmo.
É ótimo receber este reconhecimento
E acaba por ser uma demonstração de que o nosso trabalho
está a ter impacto, quando outras pessoas
também reconhecem essa importância.
E portanto ficamos mesmo muito contentes
e agora, quando tivermos o estúdio,
quero depois poder fixar lá estas coisas
e estar visível quando passarmos a ter episódios em vídeo.

[Diego]
Vai ter… Vai ser um sítio bonito.

[Alexandre]
Vai. E eu acho que episódios em vídeo vai ter mais impacto,
o que depois lá está vai acrescentar também mais trabalho
porque ainda não sei como é que vai sair editar em vídeo.
E depois tenho que ver nos meus contactos,
porque, a partir do momento em que tivermos episódios em vídeo,
eu quero que tenhamos
língua gestual portuguesa
nos episódios. Acho que é bastante importante,
para além das legendas.
E é isto… Pá, vamos esperar que este ano
seja um ano com menos bifobia.

[Diego]
Que sejam felizes, sejam vocês própries.

[Alexandre]
E o episódio de hoje fica por aqui.

[Diego]
O próximo episódio sai
na sexta-feira, dia 13 de Fevereiro.

[Alexandre]
Até lá, fiquem bem e…

[Todes]
Venham Bialogar connosco!

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